segunda-feira, 13 de junho de 2011

G1 - Confira a resolução da prova da Uerj - notícias em Vestibular e Educação

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domingo, 12 de junho de 2011

1° exame de qualificação da Uerj- 2012 (12-06-11)


Boa prova!
12/06/2011
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
2 Vestibular Estadual 2012 1ª fase Exame de Qualificação
QUINO
Déjenme inventar. Buenos Aires: Ediciones de La Flor, 2003.
Na tira do cartunista argentino Quino, utilizam-se recursos gráficos que lembram o cinema.
A associação com a linguagem artística do cinema, que lida com o movimento e com o
instrumento da câmera, é garantida pelo procedimento do cartunista demonstrado a seguir:
(A) ressaltar o trabalho com a vassoura para sugerir ação
(B) ampliar a imagem da mulher para indicar aproximação
(C) destacar a figura da cadeira para indiciar sua importância
(D) apresentar a sombra dos personagens para sugerir veracidade
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
Vestibular Estadual 2012 1ª fase Exame de Qualificação 3
A tira traz um efeito de surpresa ao final, produzido pela cena inusitada de uma pessoa
sentada no ar, como se isso fosse possível.
Esse efeito de surpresa se intensifica pelo fato de o último quadrinho contrastar com o
seguinte aspecto da própria tira:
(A) exposição parcial do cotidiano familiar
(B) sugestão gradual de atitudes imprevisíveis
(C) apresentação sequencial de ações rotineiras
(D) referência indireta à solidão dos personagens
O texto de Mário Quintana se baseia em duas oposições: “gente bem” versus “criadas” e
“este mundo” versus “o outro mundo”.
“O outro mundo” é representado, no texto, por alguns elementos evocados pelo narrador.
A expressão que melhor identifica tais elementos é:
(A) ventos encanados
(B) moléstias de senhoras
(C) anúncios farmacêuticos
(D) histórias de assombrações
O chá, os fantasmas, os ventos encanados...
Nasci no tempo dos ventos encanados, quando, para evitar compromissos, a “gente bem” dizia
estar com enxaqueca, palavra horrível mas desculpa distinta. Ter enxaqueca não era para todos,
mas só para essas senhoras que tomavam chá com o dedo mindinho espichado. Quando eu via
aquilo, ficava a pensar sozinho comigo (menino, naqueles tempos, não dava opinião) por que é
que elas não usavam, para cúmulo da elegância, um laçarote azul no dedo...
Também se falava misteriosamente em “moléstias de senhoras” nos anúncios farmacêuticos
que eu lia. Era decerto uma coisa privativa das senhoras, como as enxaquecas, pois as criadas,
essas, não tinham tempo para isso. Mas, em compensação, me assustavam deliciosamente com
histórias de assombrações. Nunca me apareceu nenhuma.
Pelo visto, era isso: nunca consegui comunicar-me com este nem com o outro mundo. A não ser
através d’ O tico-tico e da poesia de Camões, do qual até hoje me assombra este verso único: “Que
o menor mal de tudo seja a morte!” Pois a verdadeira poesia sempre foi um meio de comunicação
com este e com o outro mundo.
MÁRIO QUINTANA
Mario Quintana: poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.
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Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
4 Vestibular Estadual 2012 1ª fase Exame de Qualificação
Além da comparação entre papéis sociais, há no texto outra comparação, implícita, que indica
uma compreensão do narrador acerca de comportamentos na sociedade.
Essa comparação implícita está em:
(A) menino, naqueles tempos, não dava opinião (l. 4)
(B) Também se falava misteriosamente em “moléstias de senhoras” (l. 6)
(C) Nunca me apareceu nenhuma. (l. 9)
(D) até hoje me assombra este verso único: (l. 11-12)
A não ser através d’ O tico-tico e da poesia de Camões, (l. 10-11)
A expressão em destaque torna a frase que ela introduz uma ressalva em relação ao que
está enunciado anteriormente.
Essa ressalva evidencia que as leituras do poeta lhe davam a seguinte possibilidade:
(A) rever suas crenças arraigadas
(B) interagir com universos diferentes
(C) superar uma alienação do presente
(D) compreender a idealização da morte
O segundo parágrafo do texto revela mais claramente a compreensão do menino acerca
daquela sociedade de papéis bem definidos, a partir da situação econômica de cada um.
O par de vocábulos, presentes no texto, que remete à divisão entre grupos sociais, tal como
caracterizada pelo narrador, é:
(A) chá – fantasmas
(B) elegância – laçarote
(C) privativa – verdadeira
(D) encanados – espichado
Ter enxaqueca não era para todos, (l. 2)
Considerando que a afirmação acima não pode ser verdadeira, conclui-se que ela é feita para
expressar outro sentido, menos literal.
O sentido expresso pela afirmação, no texto, pode ser definido como:
(A) metonímico
(B) hiperbólico
(C) metafórico
(D) irônico
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Vestibular Estadual 2012 1ª fase Exame de Qualificação 5
Memórias do cárcere
Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, casos passados há dez anos − e, antes de
começar, digo os motivos por que silenciei e por que me decido. Não conservo notas: algumas
que tomei foram inutilizadas, e assim, com o decorrer do tempo, ia-me parecendo cada vez mais
difícil, quase impossível, redigir esta narrativa. Além disso, julgando a matéria superior às minhas
forças, esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Não vai aqui falsa modéstia, como
adiante se verá. Também me afligiu a ideia de jogar no papel criaturas vivas, sem disfarces, com
os nomes que têm no registro civil. Repugnava-me deformá-las, dar-lhes pseudônimo, fazer do
livro uma espécie de romance; mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente
verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas, realizando atos esquecidos, repetindo
palavras contestáveis e obliteradas?
(...)
O receio de cometer indiscrição exibindo em público pessoas que tiveram comigo convivência
forçada já não me apoquenta. Muitos desses antigos companheiros distanciaram-se, apagaramse.
Outros permaneceram junto a mim, ou vão reaparecendo ao cabo de longa ausência, alteramse,
completam-se, avivam recordações meio confusas − e não vejo inconveniência em mostrá-los.
(...)
E aqui chego à última objeção que me impus. Não resguardei os apontamentos obtidos em
largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água.
Certamente me irão fazer falta, mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor
que foi bom privar-me desse material. Se ele existisse, ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada
instante, mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida, quantas demoradas
tristezas se aqueciam ao sol pálido, em manhã de bruma, a cor das folhas que tombavam das
árvores, num pátio branco, a forma dos montes verdes, tintos de luz, frases autênticas, gestos,
gritos, gemidos. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis.
E se esmoreceram, deixá-las no esquecimento: valiam pouco, pelo menos imagino que valiam
pouco. Outras, porém, conservaram-se, cresceram, associaram-se, e é inevitável mencionálas.
Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. (...) Nesta reconstituição de fatos
velhos, neste esmiuçamento, exponho o que notei, o que julgo ter notado. Outros devem possuir
lembranças diversas. Não as contesto, mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se,
completam-se e me dão hoje impressão de realidade. Formamos um grupo muito complexo, que
se desagregou. De repente nos surge a necessidade urgente de recompô-lo. Define-se o ambiente,
as figuras se delineiam, vacilantes, ganham relevo, a ação começa. Com esforço desesperado
arrancamos de cenas confusas alguns fragmentos. Dúvidas terríveis nos assaltam. De que modo
reagiram os caracteres em determinadas circunstâncias? O ato que nos ocorre, nítido, irrecusável,
terá sido realmente praticado? Não será incongruência? Certo a vida é cheia de incongruências,
mas estaremos seguros de não nos havermos enganado? Nessas vacilações dolorosas, às vezes
necessitamos confirmação, apelamos para reminiscências alheias, convencemo-nos de que a
minúcia discrepante não é ilusão. Difícil é sabermos a causa dela, desenterrarmos pacientemente
as condições que a determinaram. Como isso variava em excesso, era natural que variássemos
também, apresentássemos falhas. Fiz o possível por entender aqueles homens, penetrar-lhes
na alma, sentir as suas dores, admirar-lhes a relativa grandeza, enxergar nos seus defeitos a
sombra dos meus defeitos. Foram apenas bons propósitos: devo ter-me revelado com frequência
egoísta e mesquinho. E esse desabrochar de sentimentos maus era a pior tortura que nos podiam
infligir naquele ano terrível.
GRACILIANO RAMOS
Memórias do cárcere. Rio de Janeiro: Record, 2002.

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6 Vestibular Estadual 2012 1ª fase Exame de Qualificação
Memórias do cárcere, do romancista Graciliano Ramos, contam as desventuras do autor
enquanto foi preso político no Presídio da Ilha Grande, em 1936.
Apesar de ser um livro autobiográfico, o autor expõe, logo na abertura, as dificuldades de
reconstrução da memória.
A consciência de Graciliano Ramos em relação ao caráter parcialmente ficcional das suas
memórias está evidenciada no seguinte trecho:
(A) Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, (l. 1)
(B) Também me afligiu a ideia de jogar no papel criaturas vivas, (l. 6)
(C) Outros devem possuir lembranças diversas. (l. 26-27)
(D) conjugam-se, completam-se e me dão hoje impressão de realidade. (l. 27-28)
As palavras classificadas como advérbios agregam noções diversas aos termos a que se
ligam na frase, demarcando posições, relativizando ou reforçando sentidos, por exemplo.
O advérbio destacado é empregado para relativizar o sentido da palavra a que se refere em:
(A) utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? (l. 8-9)
(B) Certamente me irão fazer falta, (l. 17)
(C) Afirmarei que sejam absolutamente exatas? (l. 25)
(D) desenterrarmos pacientemente as condições que a determinaram. (l. 36-37)
Graciliano Ramos busca dar uma explicação mais objetiva ao leitor sobre os motivos que
justificam seu relato. Entretanto, já nesta explicação, o autor lança mão de recursos da
linguagem figurada, frequentes no discurso literário.
O fragmento do texto que melhor exemplifica o uso de linguagem figurada é:
(A) dar-lhes pseudônimo, fazer do livro uma espécie de romance; (l. 7-8)
(B) Outros permaneceram junto a mim, ou vão reaparecendo (l. 13)
(C) quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido, (l. 19-20)
(D) às vezes necessitamos confirmação, apelamos para reminiscências alheias, (l. 34-35)
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
Vestibular Estadual 2012 1ª fase Exame de Qualificação 7
Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num
momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. (l. 15-16)
O fragmento acima poderia ser reescrito com a inserção de um conectivo no início do trecho
sublinhado.
Esse conectivo, que garantiria o mesmo sentido básico do fragmento, está indicado em:
(A) porque
(B) embora
(C) contudo
(D) portanto
Em sua reflexão acerca das possibilidades de recompor a memória para escrever o livro, o
narrador utiliza um procedimento de construção textual que contribui para a expressão de
suas inquietudes.
Tal procedimento pode ser identificado como:
(A) encadeamento de fatos passados
(B) extensão de parágrafos narrativos
(C) sequência de frases interrogativas
(D) construção de diálogos presumidos
Nesta reconstituição de fatos velhos, neste esmiuçamento, exponho o que notei, o que julgo ter
notado. (l. 25-26)
O uso do verbo “julgar”, no fragmento acima, promove uma correção do que estava dito
imediatamente antes.
Essa correção é importante para o sentido geral do texto porque:
(A) questiona a validade de romancear fatos
(B) minimiza o problema de narrar a memória
(C) valoriza a necessidade de resgatar a história
(D) enfatiza a dificuldade de reproduzir a realidade
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
8 Vestibular Estadual 2012 1ª fase Exame de Qualificação
Normalmente, é possível omitir elementos de construção de frases sem dificultar a
compreensão do leitor, uma vez que ficam subentendidos pelo conjunto da própria estrutura
ou pela sequência em que se apresentam.
O exemplo do texto em que há omissão de elementos de construção de frases, sem prejuízo
da compreensão, é:
(A) com o decorrer do tempo, ia-me parecendo cada vez mais difícil, quase impossível, redigir
esta narrativa. (l. 3-4)
(B) Se ele existisse, ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante, mortificar-me-ia por
dizer com rigor a hora exata de uma partida, (l. 18-19)
(C) Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. (l. 25)
(D) Com esforço desesperado arrancamos de cenas confusas alguns fragmentos. Dúvidas
terríveis nos assaltam. (l. 30-31)
Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis. (l. 22)
Com a frase acima, o escritor lembra um princípio básico da literatura: a verossimilhança
− isto é, a semelhança com a verdade − é mais importante do que a verdade mesma.
A melhor explicação para este princípio é a de que a invenção narrativa se mostra mais
convincente se:
(A) parece contar uma história real
(B) quer mostrar seu caráter ficcional
(C) busca apoiar-se em fatos conhecidos
(D) tenta desvelar as contradições sociais

terça-feira, 7 de junho de 2011

Política Cotista no Rio (por Jornal O Dia)


Negros e índios terão 674 vagas no estado neste ano

Medida que reserva 20% das chances em concursos para esses grupos entra em vigor em julho. Basta se autodeclarar na inscrição

POR ALINE SALGADO
Rio - Todos os concursos públicos estaduais contarão, a partir de 7 de julho, com reserva de 20% das vagas para candidatos que se autodeclararem negros ou indígenas. A medida, assinada ontem pelo governador Sérgio Cabral, já recairá sobre, pelo menos, 674 das 3.368 oportunidades em oito seleções já anunciadas para acontecerem neste ano no estado.

Entre os órgãos com concursos previstos, estão: Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), com previsão de 1.230 vagas; Polícia Civil, com 854; Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, 650; Polícia Militar, 490; Procon, 181 chances; Ministério Público do Estado, 178; Secretaria de Fazenda, 30; e Tribunal de Contas do Estado, 25.

O decreto se insere em conjunto de medidas a serem implementadas ao longo de 2011, instituído Ano Estadual das Populações Afrodescendentes e das Políticas de Promoção da Igualdade Racial. “Preconceito é o que há de pior e nós estamos combatendo esse mal com política séria, voltada para a igualdade racial. Agora, com certeza, teremos mais professores, procuradores, defensores e outros profissionais negros”, afirmou o governador no ato de assinatura do decreto.

Ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Helena de Bairros destacou ainda o posicionamento do estado na vanguarda das ações afirmativas. “O Rio é exemplo para que outras iniciativas se espalhem pelo Brasil e contribuam para reduzir as desigualdades”, disse. 

‘Dos 800 defensores, menos de 20 são afrodescendentes’

Secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves Barreto reforça a ideia de inserir negros em áreas de alta representatividade no governo estadual. “Segundo o IBGE, 51% da população do País é negra e, mesmo assim, a participação deles na alta esfera da Administração Pública é inexpressiva. Na Defensoria, por exemplo, dos 800 defensores, menos de 20 são afrodescendentes. Esta é uma medida histórica”, avalia.

A lei de cotas está associada a outros projetos de inclusão, como o Renda Melhor, para a superação da pobreza extrema, e o programa de treinamento de alunos cotistas da Uerj. “A secretaria vai iniciar, no próximo semestre, um projeto para preparar os universitários para o ingresso na Administração Pública”, antecipou o secretário. 

Regras

AUTODECLARAÇÃO
Pelas regras do decreto, candidatos deverão se autodeclarar negros ou indígenas no momento da inscrição no concurso. Caso o participante escolha não entrar no sistema de cotas, ele ficará submetido às regras gerais da seleção. 

NOTA MÍNIMA
Para serem aprovados, todos os candidatos — incluindo negros e índios autodeclarados — precisam obter a nota mínima exigida. Se não houver negros ou indígenas aprovados, as vagas das cotas voltarão automaticamente para a contagem geral e poderão ser preenchidas pelos demais participantes da seleção, segundo a ordem de classificação.

NOMEAÇÃO
A nomeação dos aprovados também obedece à classificação geral do concurso. Mas, a cada cinco candidatos aprovados, a quinta vaga fica destinada a um negro ou a um indígena.

VALIDADE
A reserva de vagas terá validade inicial de 10 anos, prorrogável por meio de novo decreto. A cada dois anos, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos fará um balanço sobre o resultado do sistema de cotas.
Colaborou Francisco Edson Alves

terça-feira, 31 de maio de 2011


Predicação Verbal
Chama-se predicação verbal ao resultado da ligação que se estabelece entre o sujeito e o verbo e entre os verbos e os complementos. Quanto à predicação, os verbos podem ser intransitivos, transitivos ou de ligação.
1) Verbo Intransitivo
É aquele que traz em si a ideia completa da ação, sem necessitar, portanto, de um outro termo para completar o seu sentido. Sua ação não transita.
Por Exemplo:
O avião caiu.
O verbo cair é intransitivo, pois encerra um significado completo. Se desejar, o falante pode acrescentar outras informações, como:
local: O avião caiu sobre as casas da periferia.
modo: O avião caiu lentamente.
tempo: O avião caiu no mês passado.
Essas informações ampliam o significado do verbo, mas não são necessárias para que se compreenda a informação básica.
2) Verbo Transitivo
É o verbo que vem acompanhado por complemento: quem sente, sente algo; quem revela, revela algo a alguém. O sentido desse verbo transita, isto é, segue adiante, integrando-se aos complementos, para adquirir sentido completo. Veja:
S. SimplesPredicado
As criançasprecisamde carinho.
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1= Verbo Transitivo 
2= Complemento Verbal (Objeto)
O verbo transitivo pode ser:
a) Transitivo Direto: é quando o complemento vem ligado ao verbodiretamente, sem preposição obrigatória.
Por Exemplo:
Nósescutamosnossa música favorita.
1

1= Verbo Transitivo Direto
b) Transitivo Indireto: é quando o complemento vem ligado ao verboindiretamente, com preposição obrigatória.
Por Exemplo:
Eugostode sorvete.
2

2 =  Verbo Transitivo Indireto
c) Transitivo Direto e Indireto: é quando a ação contida no verbo transita para o complemento direta e indiretamente, ao mesmo tempo.
Por Exemplo:
Elacontoutudo ao namorado.
3

3= Verbo Transitivo Direto e Indireto
3) Verbo de Ligação
É aquele que, expressando estado, liga características ao sujeito, estabelecendo entre eles (sujeito e características) certos tipos de relações.
O verbo e ligação pode expressar:
Por Exemplo:
Sandra é alegre.
Sandra vive alegre.

b) estado transitório: estar, andar, achar-se, encontrar-se
Por Exemplo:
Mamãe está bem.
Mamãe encontra-se bem.

c) estado mutatório: ficar, virar, tornar-se, fazer-se
Por Exemplo:
    Júlia ficou brava. Júlia fez-se brava.

d) continuidade de estado: continuar, permanecer
Por Exemplo:
Renato continua mal.
Renato permanece mal.

Por Exemplo:
Marta parece melhor.
Observação:  a classificação do verbo quanto à predicação deve ser feita de acordo com o contexto e não isoladamente. Um mesmo verbo pode aparecer ora como intransitivo, ora como de ligação. Veja:
1 - O jovem anda devagar.
anda = verbo intransitivo, expressa uma ação.
2 - O jovem anda preocupado.
anda=  verbo de ligação, expressa um estado.


Classificação do Predicado
Para o estudo do predicado, é necessário verificar se seu núcleo significativo está num nome ou num verbo. Além disso, devemos considerar se as palavras que formam o predicado referem-se apenas ao verbo ou também ao sujeito da oração. Veja o exemplo abaixo:
Os animaisnecessitam de cuidados especiais
SujeitoPredicado

O predicado, apesar de ser formado por muitas palavras, apresenta apenas uma que se refere ao sujeito: necessitam. As demais palavras ligam-se direta ou indiretamente ao verbo (necessitar é, no caso, de algo), que assume, assim, o papel de núcleo significativo do predicado. Já em:
A naturezaé bela
SujeitoPredicado

No exemplo acima, o nome bela se refere, por intermédio do verbo, ao sujeito da oração. O verbo agora atua como elemento de ligação entre sujeito e a palvra a ele relacionada. O núcleo do predicado é bela. Veja o próximo exemplo:
O diaamanheceu ensolarado
SujeitoPredicado

Percebemos que as duas palavras que formam o predicado estão diretamente relacionadas ao sujeito: amanheceu (verbo significativo) e ensolarado (nome que se refere ao sujeito). O predicado apresenta, portanto, dois núcleos: amanheceue ensolarado.
Tomando por base o núcleo do que está sendo declarado, podemos reconhecer três tipos de predicado: verbal, nominal e verbo-nominal.
Predicado Verbal
Apresenta as seguintes características:
a) Tem um verbo como núcleo;
b) Não possui predicativo do sujeito;
c) Indica ação.
Por exemplo:
Eles revelaram toda a verdade para a filha.
Predicado Verbal
Para ser núcleo do predicado verbal, é necessário que o verbo seja significativo, isto é, que traga uma ideia de ação. Veja os exemplos abaixo:
O dia clareou. (núcleo do predicado verbal = clareou)
Chove muito nos estados do sul do país. (núcleo do predicado verbal =Chove)
Ocorreu um acidente naquela rua. (núcleo do predicado verbal = Ocorreu)
A antiga casa foi demolida. (núcleo do predicado verbal = demolida)
Obs.: no último exemplo há uma locução verbal de voz passiva, o que não impede o verbo demolir de ser o núcleo do predicado.


Predicado Nominal
Apresenta as seguintes características:
a) Possui um nome (substantivo ou adjetivo) como núcleo;
b) É formado por um verbo de ligação mais o predicativo do sujeito;
c) Indica estado ou qualidade.
Por Exemplo:
Leonardo é competente.
                       Predicado Nominal

    No predicado nominal, o núcleo é sempre um nome, que desempenha a função de predicativo do sujeito. O predicativo do sujeito é um termo que caracteriza o sujeito, tendo como intermediário um verbo de ligação. Os exemplos abaixo mostram como esses verbos exprimem diferentes circunstâncias relativas ao estado do sujeito, ao mesmo tempo que o ligam ao predicativo.Veja:
Ele está triste. (triste = predicativo do sujeito, está  = verbo de ligação)
A natureza é bela. (bela = predicativo do sujeito, é = verbo de ligação)
O homem parecia nervoso. (nervoso = predicativo do sujeito, parecia = verbo de ligação)
Nosso herói acabou derrotado. (derrotado = predicativo do sujeito,acabou = verbo de ligação)
Uma simples funcionária virou diretora da empresa. (diretora = predicativo do sujeito, virou = verbo de ligação)

Predicativo do Sujeito
É o termo que atribui características ao sujeito por meio de um verbo. Todo predicado construído com verbo de ligação necessita de predicativo do sujeito. Pode ser representado por:
a) Adjetivo ou locução adjetiva:
Por Exemplo:
O seu telefonema foi especial. (especial = adjetivo)
Este bolo está sem sabor. (sem sabor = locução adjetiva)

b) Substantivo ou palavra substantivada:
Por Exemplo:
Esta figura parece um peixe. (peixe = substantivo)
Amar é um eterno recomeçar. (recomeçar  = verbo substantivado)
c) Pronome Substantivo:
Por Exemplo:
Meu boletim não é esse. (esse = pronome substantivo)
d) Numeral:
Por Exemplo:
Nós somos dez ao todo. (dez = numeral)


Predicado Verbo-Nominal
Apresenta as seguintes características:
a) Possui dois núcleos: um verbo e um nome;
b) Possui predicativo do sujeito ou do objeto;
c) Indica ação ou atividade do sujeito e uma qualidade.
Por Exemplo:
Os alunossaíram da aula alegres.
Predicado Verbo-Nominal
O predicado é verbo-nominal porque seus núcleos são um verbo (saíram - verbo intransitivo), que indica uma ação praticada pelo sujeito, e um predicativo do sujeito (alegres), que indica o estado do sujeito no momento em que se desenvolve o processo verbal. É importante observar que o predicado dessa oração poderia ser desdobrado em dois outros, um verbal e um nominal. Veja:
Os alunos saíram da aula. Eles estavam alegres.

Estrutura do Predicado Verbo-Nominal
O predicado verbo-nominal pode ser formado de:
1 - Verbo Intransitivo + Predicativo do Sujeito
Por Exemplo:
Joanapartiucontente.
SujeitoVerbo IntransitivoPredicativo do Sujeito

2 - Verbo Transitivo + Objeto + Predicativo do Objeto
Por Exemplo:
A despedidadeixoua mãeaflita.
SujeitoVerbo TransitivoObjeto DiretoPredicativo do Objeto

3 - Verbo Transitivo + Objeto +   Predicativo do Sujeito
Por Exemplo:
Os alunoscantaramemocionadosaquela canção.
SujeitoVerbo TransitivoPredicativo do SujeitoObjeto Direto

Saiba que:
Para perceber como os verbos participam da relação entre o objeto direto e seu predicativo, basta passar a oração para voz passiva. Veja:
Voz Ativa:
As mulheresjulgamos homensinsensíveis.
SujeitoVerbo SignificativoObjeto DiretoPredicativo do Objeto
Voz Passiva:
Os homenssão julgadosinsensíveispelas mulheres.
Verbo SignificativoPredicativo do Objeto
O verbo julgar relaciona o complemento (os homens) com o predicativo (insensíveis). Essa relação se evidencia quando passamos a oração para a voz passiva.

Observação: o predicativo do objeto normalmente se refere ao objeto direto. Ocorre predicativo do objeto indireto com o verbo chamar. Assim, vem precedido de preposição.
Por Exemplo:
Todos o chamam de irresponsável.
Chamou-lhe ingrato. (Chamou a ele ingrato.) 



Para compreendermos os tipos de predicado existentes na Língua Portuguesa, temos, primeiramente, que saber a definição de predicado. 

Predicado é tudo o se declara acerca do sujeito, ou seja, é tudo que há na frase que não é o sujeito. 

Predicado Verbal 
O predicado verbal possui obrigatoriamente um verbo, o qual é o núcleo do predicado. O verbo é núcleo do predicado quando é nocional, ou seja, que demonstra uma ação. 

Os alunos estudam todos os dias para o concurso. 

Observe na frase que o verbo “estudam” evidencia uma ação: o ato de estudar, e diz respeito ao sujeito “os alunos” ao mesmo tempo que é complementado pelo restante do predicado “todos os dias para o concurso”. Porém, como o núcleo do predicado é o verbo “estudam”, chamamos o predicado de verbal. 

Predicado Nominal 
No predicado nominal o núcleo do predicado é um nome, o qual exerce a função de predicativo do sujeito. 
Predicativo do sujeito é um termo que dá significado, atributo, característica ao sujeito ou, ainda, exprime seu estado ou modo de ser. O predicativo é conectado ao sujeito sempre através de um verbo de ligação. 

1ª. Ela está cansada. 
2ª. As taxas de juros continuam elevadas. 

Observe na primeira oração que “cansada” é um atributo dado ao sujeito “Ela”. O sujeito “Ela” e o predicado nominal “cansada” estão conectados pelo verbo de ligação “está”. 
Na segunda frase, observamos o mesmo processo anterior de análise: perguntamos quem continuam? e continuam o quê? E temos as respostas: “as taxas de juros” (sujeito) e “elevadas” (predicado nominal), ou seja, o predicativo nominal só atribui significado ao sujeito quando ligado pelo verbo de ligação (continuam). A oração só tem sentido pelo complemento (predicado) “elevadas”, o qual é, portanto, o núcleo do predicado nominal. 

Predicado verbo-nominal 
O predicado verbo-nominal possui dois núcleos: um verbo nocional, como vimos no predicado verbal, e um predicativo, que pode referir-se tanto ao sujeito quanto ao verbo. 

Os alunos estudaram cautelosos para o simulado. 

Observamos na frase que há dois núcleos: o verbo nocional (estudaram), ou seja, o sujeito praticou uma ação. No entanto, há uma característica dada ao sujeito “cautelosos”, que é, portanto, uma predicação, uma qualidade concedida ao sujeito, logo, é o predicativo do sujeito. Poderíamos desdobrar a última oração em duas: 

Os alunos estudaram para o simulado. Eles foram cautelosos. 

Na primeira oração temos um predicado verbal “estudaram para o simulado”, no qual o núcleo é o verbo nocional “estudaram”. Já na segunda oração o núcleo do predicado é um nome “cautelosos” conectado por um verbo de ligação (foram) ao sujeito (Eles) e, portanto, é um predicado nominal.
Veja mais!
Sujeito e Predicado
Descubra como identificar o sujeito e o predicado nas orações!
Por Sabrina Vilarinho Menezes
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

terça-feira, 24 de maio de 2011

Guia da Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa.


Frases que precedem a morte

Corte o fio vermelho, eu tenho certeza.


Pode subir que aguenta mais um.



Vou acender um fósforo.


É uma cirurgia muito simples, já realizei milhares delas.


Esse avião tá descendo muito rápido.


Atchim (dentro do guarda-roupa)


Atira, atira, quero ver se você é homem


 Tudo bem mulher... Eu vou deixar você dirigir!